Panis et Nonsenses... !!!

Divagações, momentos, memórias, delongueadas, poulaineadas, patetices, cinismo, teses de sentido e validade duvidosos, jedaizices, incoerências ambíguas e sem lógica, e supercalifragilistiexpiralidosações em geral! Ou seja, eu... eu acho!!! Constante inconstância exclamativo-interrogativa... acho que isso diz muito e pouco, dependendo da ótica

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Não creio que esse perfil mereça algum esforço de boa descrição... Não que este daqui mereça, mas: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=995235312369024623

Sunday, October 23, 2005

Concurso "Sintetize toda essa miscelânea apática e idiota em apenas um título"!!!

Decidi não começar mais os meus posts com as saudações habituais... sabe, pelo que vi as pessoas não costumam começar assim na maioria dos blogs.
Mas não me contenho, portanto: Olá, como vão todos vocês???
(Obs. do meu lado crítico: Tanto faz, quem se importa, panaca?)
Eu, na verdade, ando meio perdidão em mim mesmo, pra baixo e cansando (sim, o poema do Álvaro de Campos não estava aqui de graça no último post)... Mas foram-se as provas finais, o enfadonho ensino mé(r)dio é enfim concluído (e com muitas críticas ao sistema) e parte das dores de cabeça mais urgentes cessam. Já é um começo, ueba!
Para comemorar o fim de tal tormento (se passar nalgum vestibular, gente, eu nunca mais vou ter que calcular um “delta T”!), convenceram-me a ir num Halloween, promovido pela escola e mais umas coisas do tipo (inglês e informática, academia, site mequetrefe)... a insistência foi forte, me iludi que podia ser um jeito de me divertir e relaxar um pouco e entrei na grande furada. ARGH! Olha, pra quem gosta de “baladinhas alucinógenas tecno” e afins pode ter sido bom (minha irmã é assim e também não achou essa legal não!), mas não pra mim... Me desculpem se eu sou tão tiozão quadrado e blablablás, mas não é a minha e reafirmo que teria sido mais feliz em casa, como um bom e velho anti-social no MSN ou num barzinho ouvindo banda. Por sinal, teve banda lá, e alguns sons familiares eu consegui dançar junto com o pessoal da classe, mas não são meia dúzia de músicas (Skank e gênero.., mas odeio profundamente os CPM e CBJr., também presentes!!!) que vão me dar alegria.
Não sei se o problema é eu não gostar de comprar bebida e ficar me enchendo, talvez assim seja divertido.
Ahhhh, e um ponto-chave aqui: EU FUI DISCRIMINADO POR ME NEGAR A BEBER! Estava quente pra caramba (dado cultural: descobri no Programa do Jô que caramba, em árabe, significa “aquilo da sua mãe”!), havia tomado chuva das mais fortes nas costas (me culparam, disseram que só choveu porque eu resolvi ir a uma festa, hehe) e, enquanto esperava o DJ parar para que a banda entrasse (era a esperança que restava), resolvi ir comprar alguma coisa pra enfiar na goela. Ia ser um refrigerante, mas vi sorvete na tabela e gostei da idéia. Compra no caixa, vai no balcão retirar e, quando apresento a ficha e falo que é um sorvete, a prestativa atendente (segundo o folheto, “bar mans performáticos”) me olha com uma expressão que mixava dúvida, descrença na raça humana e desprezo (como que “Não brinca, cara, é cerveja, né?”). Se é tão anormal assim comprar um sorvete num lugar desses (incomum admito que é, pois eu nunca vi tanto menor de 14/15 bebendo e de porre junto), por que eles vendem então? Acho que ela viu ainda que meu braço tinha (melhor, ainda tem) o carimbo colocado na entrada dizendo que sou maior e posso comprar qualquer porcaria lá (por sinal, o carimbinho vermelho não saiu com dois banhos e várias lavagens... praga!) e, para ela, era ainda mais absurdo eu só querer um sorvete... Com a cara pasma dela e a minha de “desisto”, prosseguiu-se o diálogo fático:
- Do que quer?
- Eh... do que tem?
Olha desesperada para trás, como se eu estivesse torturando-a, e diz com os olhos: moleque-chato-dimaiorquetomasorvete, pede qualquer coisa.
- Ah, qualquer coisa... Vai... Creme, tem?
Remexe em dois potes, pergunta se serve flocos e eu não contexto, louco pra sair logo do campo visual da delicada e prestativa dama.
Quando vi que não ia adiantar tentar agüentar o som (como disse, foi legal um tempo com o pessoal e me esforcei muito pra curtir, mas a minha praia tem outros ventos), sentei na parte interna e, num canto, dormi até dar a hora de partir (tinha combinado com minha irmã, 2:00h na saída...).
E era Halloween só no nome, pois percebo que é uma tendência atual da festa jovem: arrumar uma desculpa qualquer pra fazer a mesma festa sempre. O Dia das Bruxas ficou só no papel e num pobre diabo que contrataram pra ficar assustando (?) e gritando (porcamente, eu faço melhor) em cima das pessoas... do resto, humpf!
Não se preocupem... A menos que me dê um ataque de bobeira súbito e meus tarja-preta acabarem (just kidding!), não vai mais chover porque não irei mais, ta?! :-D
Felizmente eu perdi pouca grana! O ingresso antecipado era R$10, mas uma menina de outra série ganhou um e, como não poderia ir (motivos religioso-paternais), me vendeu por cincão! Yessss!

***

Foto roubada do Flog da Marilia (podia, né moça? :-D Senão eu pago os direitos!), do nosso dia das crianças incrível!

Obrigado por se propor a me passar mais depois, Maria Clara... a gente se vê no MSN esses tempos! ;-D

***

Havia prometido contar aqui a origem do termo “spam” e dei a dica... Sim, tudo surgiu com o Monty Python, um dos melhores grupos humorísticos que já existiu, professadores da doutrina “non-sense” (presente até no nome desse blog e em parte da minha vida), ídolos absolutos... só podia ser coisa de britânico! Um dia falo mais só deles!
Pois bem: Spam é (ou era, sei lá) uma marca de carne congelada ou algum enlatado do tipo, muito consumido pelas classes operárias não muito bem remuneradas do Reino Unido. Certa vez, em seu muy diversificado programa de skatches “Monty Python’s Flying Circus”, brilhante e que durou muitos anos, eles fizeram uma situação onde um montão de gente em um bar bradava em uníssono o nome da carne, pedindo a comida, ficando a situação caótica... E é o que acontece hoje com nossas famigeradas caixas de e-mail e, mais recentemente, comentários de blog e scrapbooks orkúticos!
Interessante, não acham? Eu amo profundamente esse tipo de curiosidade, sou movido a coisas do tipo!

Ainda falando nos Monty, vão ao cinema correndo ver “Irmãos Grimm”!!! O que tem a ver??? O diretor, Terry Gilliam, era um deles!!!
Olha, como me fez bem ver esse filme! Foi uma decisão de momento: minha prima acaba de voltar das férias e reuniu amigas e ‘ieu’ para contar a aventura em uma sorveteria (isso ficou ambíguo, mas vai ficar assim mesmo...); após muito papo, propôs o cinema pra nós e deu no que deu! Eu estava cansado, precisando de banho... e mal vi as duas horas do filme passarem, flui deliciosamente!
Não comentarei aqui a história e o roteiro, de altíssima qualidade/criatividade/bom gosto, mas cito demais pontos fortes: uma impecável fotografia que lembra muito bem o período e livros da época (fim do século XVIII, era napoleônica), uma trilha sonora muuuito bonita meeeeesmo, efeitos especias bem dosados e caprichados e boas atuações. Ah, rapazes, tem a Monica Bellucci; moças, o Matt Damon. Interessante dizer que ele escavoca e cita diversas fábulas infantis, mas tenho minhas dúvidas se a maioria das crianças vai saber reconhece-las (o que não as impede de curtir o troço). Não são poucos os filmes que, em tese, puxariam um pouco para o infantil mas, logo no processo de roteirização, fica claro que os maiores apreciadores do “bouquet” da obra serão os adultos de mente aberta e saudosistas com coração receptivo. Como no meu último dia das crianças, gente que saiba soltar ou seu velho e sempre novo pequeno eu de dentro...

Era para mim ver esse filme hoje mesmo. Ao chegar em casa, havia um recado da minha mana dizendo que Iuri ligara e me chamara para ir na próxima sessão (ela conseguiu escrever "cessão" no bilhete... sem maiores comentários ou falarei mais do que devo sobre)! Desculpe, Iuri, eu chamaria você (e o pessoal, que presumo ter ido junto), mas a decisão foi tomada de repente)! Quem sabe a gente não consegue ir ver outro esses dias, hein pessoal? Imagino que também gostaram desse...

***

No fim de semana que vem terei meu primeiro vestibular. Para Curitiba (sempre gostei de lá, sem nunca ter ido) eu vou... Por favor, torçam por mim!!! Grazie!


FRASE – Paulo Leminsky
Inveja é pecado
e papai do céu castiga
na próxima encarnação
você vai viver em Curitiba.

***

Já decidiram se votam no padre 1 ou 2 amanhã? Esse “Reverendo”, no fim das contas, é uma grande palhaçada, mais uma piadinha com a nossa cara.
Era 100% sim, depois li mais e virei não, voltei ao sim, fui para cima do muro, voltei ao sim... nos últimos dias, estava assim: “voto sim pela minha consciência, mas torço para o não ganhar”! Acredita nisso? Nesse minuto, sou não... Puxa, li tanta cosa sobre, poderei, mas não ando com cabeça pra pensar o quanto gostaria nesse tipo de coisa!

***

Fico feliz que os poemas tenham agradado! Finalizo esse post com mais um então (e reflete algo que senti hoje, no banho, após desistir mais uma vez de passar uma idéia para o papel).
Abraço, obrigado pela visita e, se passar por aqui, por favor comente!


Poesia – Carlos Drummond de Andrade

Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

Wednesday, October 12, 2005

“Leave the kids alone...”

Havia me prometido escrever um novo post, no fim de semana... não escrevi! De hoje de manhã não podia passar... passou! Ah, mas eu estou precisando escrever (senão enferruja) e me obriguei a fazer isso agora, mesmo com o cansaço pós-feriado!
Foi um dia das crianças bem interessante (e meu primeiro como “di maior”). Ficar um pouco com a família, tirar umas fotos, ouvir música, tocar com a banda no parque (músicas que nem conhecia, pois não tenho podido ir aos ensaios, com direito a solos dos clarinetes... sacanagem!), ver (e participar) de teatro de amigos (Yndra e Esa, parabéns, trabalhaço muito bem feito e bonito), fazer uma guerra de água com bexigas e mangueira (Marilia e Maria Clara, alguém me passe fotos para o próximo post! Divertidíssimo, muito obrigado!)...
Ah, Marilia, já deveria ter feito isso no post passado, mas o alemão (o tio Alzheimer) não me deixou: muito obrigado pelos comentários aniversariantes! Saiba que vocês também são agradabilíssimos e tem muito de minha admiração, impressionante por ser há tão pouco tempo!

***
Ah, a árvore! Essa semana caiu uma linda árvore (uma velha paineira cinzenta e magra) que eu via da minha varanda. Ta certo, pode parecer babaquice ou um assunto idiota demais para um blog, mas eu realmente me senti um tanto desconfortável quando a vi lá, tombada, ao lado do moinho que era do meu bisavô (por sinal, passou de raspão e arrancou umas telhas do beiral). Ela tinha aquela silhueta reconfortante, sabe... OK, você não sabe! Digo melhor, as plantas (no caso, árvores... nem vou lembrar das minhas orquídeas senão me estenderei muito) podem sugerir sentimentos (ao menos para o meu ser deslocado)! Uma palmeira ou coqueiro ao longe é preguiça, uma angiosperma (seja pinheiro ou araucária) é conforto, uma jabuticabeira é longe de casa (não me pergunte porque, simplesmente sinto isso!)... e essa paineira, com a copa larga e o perfil esguio, me trazia um reconfortar! Ah, esquece, vai...
Amanhã quero ir lá perto tirar uma fotografia... Por hora, aí vai uma que tirei numa tarde há alguns meses. Só lamento e me desculpo por ela estar meio ruim, mas estava escuro, minha câmera é carente (oh, dó!) de zoom e o intuito mesmo era o contraste entre o céu nublado e o resto... Eu já fiz melhor! Ela está à esquerda, “tocando” a nuvem...

***
Spam no e-mail sempre foi um tormento! Já quiseram (o malditos e-mails) que eu emagrecesse (mais?!), passasse em concursos de direito, aprendesse finlandês e auto-cad, aumentasse o volume do meu membro, comprasse ações... E agora tem spam nos comentários do blog e no scrapbook do Orkut! Pode essa? Que fazer???
Me lembrem de, no próximo post, contar a origem do termo spam (suspense barato, hein)!!! Só uma dica em duas palavras: Monty Python!

***
Imperdoável, nunca coloquei sequer um poeminha aqui! Hoje vai em dose tripla então! O Drummond e o Álvaro são velhos conhecidos, o Leminski vem entrando nas minhas pesquisas nos últimos tempos...


Acordei Bemol – Paulo Leminski
acordei bemol
tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido

*

A verdade essencial
É o desconhecido que me habita
E a cada amanhecer
Me dá um soco.
(Carlos Drummond de Andrade)

*

Não, não é cansaço... – Álvaro de Campos (heterônimo do amigo F. Pessoa)

Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que me estranha na espécie de pensar,
É um domingo às avessas
Do sentimento
Um feriado passado no abismo...

Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.

Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta -
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...

Como quê?
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.

(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)

Porque oiço, veja
Confesso: é cansaço!...

***
Bem, pessoas, hoje post um pouco mais curto mesmo! Até breve, abraço, boa sorte, vai pela sobra e... se passar aqui, por favor comente!!!

Sunday, October 02, 2005

Resfenol on sunday morning

Toc, toc, voltei!
Desculpo-me pela ausência de posts (não que isso seja um grande compromisso com alguém... o é comigo mesmo!).
O que houve? Bem, eu ando estudando e fazendo provas sete dias por semana; manhã, tarde, noite e mais alguma divisão do dia que ninguém conhece (como naquelas divisões multidimensionais da física, sabe?). Não é nada prazeroso ou saudável, mas necessário por mais alguns meses malditos...
Ah, e pra colaborar eu peguei uma gripe mais forte que a habitual. Pior que a voz irreconhecível e o nariz entupido é acordar numa segunda-feira às 6:15 com a sensação de ter tido um mix, daqueles de fazer suco com polpa de fruta, na garganta a noite toda. Ao invés de procrastinar, tacar uns goles de mel e esperar meu corpo reagir sozinho, resolvi criar vergonha nessa cara deslavada de gauche e passar na farmácia. Além das já tradicionais pastilhas de Flogoral Cereja (que deixam a língua dormente, como aquela pomada anestésica de dentista), o farmacêutico me entrega um vidro de Resfenol... Duas considerações sobre:
-> Eu descubro que já não sabia mais como engolir uma cápsula! Vergonhoso, sofri pra caramba nas três primeiras, chegando a colocar no meio de um pão e mastigar... maldito pó amargo! Mas depois eu peguei novamente o jeito (não me lembro de ter engolido comprimidos nos últimos 5 anos... os últimos nem lembro pra que eram, mas tenho a imagem da caixinha cinza e vermelha na cabeça) e tomei as 20! Vergonhoso, e nem era grande (400mg).
-> Antes de mais nada, não tente compreender a mente perturbada e injustiçada de um vestibulando neurótico! É que eu fiquei olhando pra caixa das pílulas (até certa idade eu achava que era “píRula”, mas o Etvaldo do Castelo “Ra-Tim-Bum” usou a palavra e eu tive que confirmar com meu pai...) e pensando sobre o nome: RESFENOL. Seria um composto constituído por anel benzênico com um oxigênio ligado em um carbono e um vírus ligado a outro? Os vírus são orto-para ou meta dirigentes? Vírus fazem ponte de hidrogênio? O que acontece se eu fizer eletrólise de um composto aquoso de um metal de transição com uma placa de vírus ligada a um gerador? A reação é espontânea? Qual a eletronegatividade de um vírus? Acho que eles tem nox variável, senão não haveriam novas vacinas todo ano...
Fim do devaneio; minhas desculpas.

***
Comentário cinéfilo da vez!
Eu ia comentar aqui o “Cidade dos Sonhos”, meu primeiro David Lynch (que cabelo estranho!!!), mas não tenho bem certeza se entendi... Na verdade, pelo que se comenta, os filmes dele não são para serem entendidos; isso pode parecer clichê pra diretor pseudo-alternativo, mas talvez no caso dele seja mais ou menos isso mesmo. Algumas das minhas suspeitas são compartilhadas por outros que deixaram comentários no orkut (anotem o que eu digo: o Google e o Orkut, nessa ordem, vão acabar sendo canonizados!) e li algumas outras interessantes... Bem, se alguém aqui viu e quiser comentar algo sobre, faça o imenso favor!
Falarei muito rapidamente sobre algo mais facilmente digerível, “A Vida e a Morte de Peter Sellers”. Para quem não sabe, esse incrível ator cômico britânico encarnou o Inspetor Clouseau na série de filmes “A Pantera Cor de Rosa”, de Blake Edwards, e no maravilhoso (você tem convulsões de tanto rir, é simplesmente brilhante) “The Party – Um convidado bem trapalhão” (pra variar um pouco, o título em português é uma catástrofe). E há tempos estou louco pra assistir outras pérolas dele (segundo dizem, claro, não vi), “Muito além do jardim” e “Dr. Fantástico” (do super Kubrick!!!). Mostra muito bem a vida deslocada que ele levou: a sua falta de personalidade e a encarnação de vários personagens para fugir da vida (em relação a responsabilidades, a esposas, filhos, trabalho...), sua personalidade mal formada e conturbada, a profunda influência da mãe (que ser horrível), os casamentos, drogas, as crises, o trabalho conturbado (inclusive aparecem o Kubrick e o Edwards, com quem ele funcionava na base do “amor e ódio”), os problemas cardíacos, a charlatanice de um guru místico (um meio de estúdio fazê-lo de marionete), seu início na rádio BBC, a atração pela Sophia Loren (ela é mesmo demais, até hoje!)... Enfim, foi uma vida beeem complicada (e, se ele realmente fazia aquilo com os filhos, ele merecia umas surras)! O ator Geoffrey Rush encarnou o Peter com uma perfeição medonha, não poderia ficar melhor (os conhecidos confirmam isso no making off); não vi o “Ray”, mas acho que a qualidade do Rush pareia com a do Foxx ao ressuscitar o artista.
Um recurso interessante utilizado: em certos momentos, o diretor fez com que o Peter do filme atue como uma das pessoas da vida dele (sim, Rush representando Peter representando alguém próximo a ele!!!), talvez insinuando que essa era a visão que ele imaginava que os outros tinham dele. Ainda tem a bela Charlize Theron no papel de Britt Ekland, segunda das quatro mulheres dele.
Muitíssimo interessante, você sendo fã ou não, conhecendo ou querendo conhecer a obra dele (na iamgem de cima é o filme, na segunda é o próprio Peter). Independente de qualquer coisa, o homem era um cômico sem igual e de estilo único, um ator brilhante... E seu maior mal foi esse, ele atuou demais... para si mesmo. E talvez tenha se descoberto realmente apenas após seu último filme, o “Muito além do jardim”.

Diálogo reproduzido, após ele anunciar pra mulher e dois primeiros filhos (com uns 6 anos) que ele queria ter amantes, se divorciar, etc:

Filha
- Papai, você não nos ama mais?
Ele, com um abraço e muita naturalidade:
- Claro que amo, querida. Mas não tanto quanto Sophia Loren...

***
Propaganda da vez: Blog do Guilherme Montana!
Ele gosta de posts compridos, como eu. Leiam!!!
http://artisopus.blogspot.com/

***
Pra não falar que eu só gosto de música velha (falso!) e não dou chances para a música pop (é verdade, a maioria não me agrada mesmo!), vai “Sunday Morning”, do Maroon 5. Achei essa músiquinha tão gostosa de se ouvir; é um bom som para se ouvir na estrada. E, depois de conhecer, vim a descobrir que é a banda favorita das filhas do inigualável George Lucas!!! Yessss! Confesso que não conheço a banda o suficiente pra dizer se gosto deles... mas essa é ótima!!!

Sunday Morning

Sunday morning, rain is falling
Steal some covers, share some skin
Clouds are shrouding us in moments unforgettable
You twist to fit the mold that I am in

But things just get so crazy, living life gets hard to do
And I would gladly hit the road, get up and go if I knew
That someday it would lead me back to you
That someday it would lead me back to you

That maybe all I need
In darkness she is all I see
Come and rest your bones with me
Driving slow on Sunday morning
And I never want to leave

Fingers trace your every outline
Paint a picture with my hands
Back and forth we sway like branches in a storm
Change the weather, still together when it ends

That maybe all I need
In darkness she is all I see
Come and rest your bones with me
Driving slow on Sunday morning
And I never want to leave

But things just get so crazy, living life gets hard to do
Sunday morning, rain is falling and I'm calling out to you
Singing someday it'll bring me back to you
Find a way to bring myself back home to you

And you may not know
That may be all I needIn darkness she is all I see
Come and rest your bones with me
Driving slow on Sunday morning

Nota: Gastei esse meu “Sunday morning” fazendo um simulado de vestibular... argh!

***
Bem, por hora acho que basta! Até logo, favor comentar se passar por aqui e vai pela sombra!
Obrigado.

E para avabar bem, vai uma foto da Natalie Portman... Ela ficou com ciúmes porque eu coloquei muitas vezes a Julie Delpy, sabe? Hahaha! :-D
Veja isso: ESSA mulher RUIVA!!! Ah, não vai ter jeito, me amarrem ou vou me jogar no monitor... Mon Dieu!